Não esperava me lembrar de você hoje ou amanhã ou no próximo mês, mas de repente vejo você em tudo que está ao meu redor, e exatamente agora, fito a pequena janela minimizada no canto inferior da tela, esperando que você diga algo, qualquer coisa, enquanto canto uma versão improvisada de ‘Blind’ do duo Hurts. É, não acho que você vai perceber que estou esperando ansiosamente para me decepcionar de novo ou vai achar válido dizer um ‘oi’ para ter que relembrar que existíamos ainda a pouco. Talvez seja melhor eu me deitar, e ler um livro, fugir para um mundo fictício em que lágrimas somente surgem quando estou sorrindo demais…
Talvez, se não houvéssemos nos perdido em mundos paralelos..
Talvez, se segundas chances fossem realmente diferentes..
Talvez, talvez, talvez poderíamos…
Ah, como eu queria que o mundo se restaurasse e não fosse um pecado nos orgulhar da amizade que compartilhávamos. De repente, só quero alguém para me dizer que estou fazendo isso errado e me permitir fazer isso sem arrependimentos. Quero somente aproveitar o tempo que ainda tenho para respirar com quem realmente valeu a pena conhecer e desconhecer e conhecer novamente. Ah, que o destino permita um reencontro, que a história nunca chegue ao fim, que os velhos dias voltem sob novos dias ensolarados. Ah, só quero sorrir assim, eternamente.
E eu ainda não compreendo porque insisto tanto em você; você não vai se importar. Seu mundo nunca parou de girar e você nem tentou me levar consigo. Talvez eu tenha sido somente mais alguém com o qual você poderia contar enquanto não havia um outro alguém e sempre vai haver alguém para substituir àquele que fora taxado como substituível. Ah, queria que não houvesse mais um coração sob meu peito, não faz sentido tê-lo, uma vez que basta eu me lembrar que você existe para que eu queira ter uma outra chance de envelhecer ao seu lado. Quão idiota, eu sei.
Queria desafiar a gravidade; destituir minha vida antes que eu viva sob condições de morte.